A crise política protagonizada pelo prefeito de Parnaíba
Francisco Emanuel (PP), e a deputada Gracinha Mão Santa (PP), ganhou novos
capítulos nesta segunda-feira (24). Teve até nota e entrevista, mas o silêncio
do prefeito causa estranheza.
Logo no início do dia, a nota assinada por Francisco Emanuel
e publicada em seu Instagram, veio em tom de quem queria dizer tudo mas acabou
não dizendo nada.
O prefeito que destacou reiteradas vezes ser grato ao grupo
político de Mão Santa (União Brasil), deixou claro no manifesto, que não iria
condicionar sua gratidão à influências que denominou “externas”, e que
portanto, lutaria por uma gestão autônoma.
Para um bom entendedor, meia palavra basta. A nota assinada
pelo prefeito, foi na verdade um convite diplomático, para que a deputada
Gracinha e seus aliados deixassem a gestão.
Gracinha tanto entendeu a meia palavra do prefeito, como deu
à ele em resposta um novo título. O antes “Novo Francisco”, agora foi lembrado
como “Novo Judas”.
A entrevista da deputada ao jornalista Ieldyson Vasconcelos
rendeu tanto, que terminou provocando mais tensões, e agora é aguardada a
resposta do prefeito.
Aliás, esse silêncio de Francisco Emanuel causa estranheza. Como
alguém é bombardeado como ele foi, e prefere manter-se na defensiva? Se o
prefeito é a vítima nessa história, precisa vir à público e dar dimensões do
que vem acontecendo, a ponto de essa situação ter chegado aonde chegou.
Imagine, em uma situação de emergência, bairros afetados por
um temporal, famílias tendo que deixar suas casas, em um cenário de emergência.
O prefeito permaneceria em silêncio?
Deixar de ir à prefeitura com receio de encontrar com
desafetos, não vai amenizar o lado ruim dessa história. A população elegeu um
gestor, e este, precisa se posicionar publicamente. Não vai ser evitando os holofotes,
que essa crise que está posta, cairá no esquecimento de todos.
A hora de mostrar que está pronto para o que vem pela
frente, é agora. Inclusive, se já tem diálogos que o garantem a governabilidade
que o prefeito vai precisar de hoje em diante.
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