quarta-feira, 5 de julho de 2023

Atraso de salários da comissão técnica pode explicar fracasso do Parnahyba na Série D

  


Após seis anos, o Parnahyba Sport Club voltou a jogar no Campeonato Brasileiro da Série D. Para esta temporada, o presidente do Clube apostou no trabalho de Pedro Manta, vice-campeão estadual em 2022. Mas com apenas três meses de trabalho, o projeto desandou e, antes mesmo de Pedro Manta ir embora, foi surpreendido com a chegada de Oliveira Canindé ao time.

A atitude de contratar um técnico enquanto o outro ainda estava no cargo, decepcionou Pedro Manta e mostrou um comportamento antiprofissional da atual gestão do Parnahyba.

Canindé chegou para comandar o time na Série D. O tubarão começou bem o torneio, mas à partir da 4° rodada o rendimento caiu espantosamente. Quando o time foi goleado pelo Maranhão, em São Luís.

 A explicação foi escancarada para o público horas depois da derrota, é que todo o elenco estava com dois meses de salários atrasados.

Nosso jornalismo ouviu vários relatos de jogadores que estariam recebendo credores no CT Petrônio Portela. Um dos atletas, Jeorge, deixou o time por não acreditar mais nas inúmeras promessas de pagamento feitos pela diretoria.

 

No dia 5 de junho a diretoria do Parnahyba resolveu pagar um dos meses em atraso. É importante lembrar que a Lei Geral do Esporte, estabelece que atletas de futebol podem rescindir contratos com o clubes após 90 dias sem receber.

 

A bolha confirmou com membros do conselho do Parnahyba que toda a comissão técnica do time não recebe pagamentos há mais de três meses. Isso pode explicar a falta de rendimento dos jogadores, e os seis jogos sem vencer no campeonato.

 

Além disso, a crise instalada na gestão de Eureliano Barros tem desanimado a grande maioria da torcida do Parnahyba. De acordo com levantamentos feitos através de informações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a bilheteria do último jogo da série D, não passou de 408 pagantes. O número mostra uma queda de 65% do público com relação à média registrada nos jogos do campeonato piauiense.



segunda-feira, 3 de julho de 2023

Há pouco mais de um ano das eleições municipais, eleitor de Parnaíba ainda não sabe quem será candidato (a)


 

Há pouco mais de 1 ano para o início das eleições municipais de 2024, a corrida para a sucessão em Parnaíba, parece estar bem mais complexa do que em outras pré-campanhas.


Se de um lado, a oposição lançou pelo menos 5 pré-candidatos, os 3 do grupo de Mão Santa (União Brasil), parecem não falar a mesma língua. Ingredientes de uma receita, que podemos supor, que vai sair cara, para o grupo que administra Parnaíba nos últimos anos.


Se quiserem dar continuidade ao projeto que vem sendo defendido por Mão Santa desde 2017, muita coisa precisa ser revista, a começar pelo entendimento.


Gustavo Lima, Gil Borges e João Carlos Guimarães, os três nomes governistas cotados para a disputa majoritária vivem uma espécie de ilha política, onde cada um defende seu ponto de vista sobre uma cidade a partir de 2025, em momento algum, um deles fala na possibilidade de ceder para uma composição liderada pelo atual prefeito.

Gustavo Lima 

Gustavo Lima, é um político experiente, foi vereador e presidiu a câmara municipal por duas vezes, filho de outro político experiente Zé Lima, hoje defende uma pré-candidatura com o apoio do grupo de Mão Santa. É claro que se for viabilizado o apoio, a família Moraes Souza voltaria a dar um voto de confiança, como fez na década de 90 ao lançar Zé Hamilton como sucessor. Há quem diga que esta escolha do Mão Santa no passado, foi um de seus maiores arrependimentos na vida pública. Uma vez que Zé Hamilton se tornou adversário político de Mão Santa, e derrotou a família por três eleições seguidas.

Gil Borges 

Gil Borges, atual secretário de fazenda de Parnaíba, é como dizem, o homem de confiança do prefeito. Responsável pelas receitas do município, o homem que até poucos meses atrás era técnico, hoje ensaia discursos políticos, na esperança de ser o escolhido da família para a disputa eleitoral de 2024.


Em sua entrevista à Rádio Liderança na semana passada, Gil tentou falar politicamente para os ouvintes. Mas ao ser questionado sobre temas que ele conhece, Gil respondeu ao jornalista Samuel Aguiar coisas que podem não ter soado muito bem para quem quer encarar uma campanha.


Em alguns trechos da entrevista Gil contrariou Mão Santa que costuma dizer publicamente “Dinheiro não é problema em Parnaíba, nós temos e tá sobrando” diz Mão Santa.


“Quem é o gestor que vai falar em miséria? Isso é coisa de intelectual, o prefeito tem que dizer coisas positivas mesmo, senão ninguém investe na cidade” respondeu Gil ao ser perguntado sobre essa afirmativa do prefeito com relação a saúde financeira de Parnaíba.


Gil pode até ter dado a resposta sem a intenção, mas acabou por dizer que Mão Santa cria situações que não condizem com a realidade ao responder como respondeu.

João Mão Santa 

João Carlos Guimarães, também chamado de João Mão Santa, comunicador filho do radialista Silvio Gomes já falecido, é secretário imediato do prefeito Mão Santa, historicamente um aliado político há anos.


É o nome do grupo que melhor apresentou até aqui desempenho nas pesquisas eleitorais. Mas a escolha de seu nome ainda esbarra na resistência da primeira dama Adalgisa Moraes Souza, que tem preferência pelo nome de Gil Borges. É exatamente neste ponto que entra o tal entendimento.

Não é bem assim

Fontes ouvidas pela Bolha e ligadas ao prefeito afirmam que o próprio Mão Santa não está satisfeito com a ideia de já terem anunciado Gil como a escolha da gestão. A deputada Gracinha filha de Mão Santa, também não é favorável a uma definição do nome de Gil.


A própria deputada ouviu durante um evento no porto das barcas, o primo Zé Filho ex-governador do Piauí dizer “Se essa for a escolha de vocês, podem entregar a prefeitura pra oposição”.


Zé Filho segundo apurou a Bolha, não escondeu durante o evento sua preferência por João Carlos Guimarães. E essa falta de entendimento não ajuda no processo de escolha.

A oposição

Do outro lado o deputado Dr. Hélio (MDB), vai caminhando com ou sem o apoio de Mão Santa, ou do próprio governador Rafael Fonteles (PT).


O PT de Parnaíba que sonha em voltar a comandar a prefeitura já escolheu o nome de Flaviana Veras, ex-primeira dama e mulher do deputado federal Florentino Neto (PT-PI). Apesar do desempenho pequenos nas últimas pesquisas, o PT acredita que ela vai crescer. Em último caso, o próprio deputado Florentino entra na disputa para voltar a ser prefeito, já que seu nome é um dos mais lembrados pelos eleitores de Parnaíba.


Tanto o grupo do Mão Santa como a oposição, erram com o mesmo comportamento, sem entendimento, ou sinalização de uma união de forças, caminham como se estivessem numa batalha onde cada um, é por si.


Até agora só o jornalista Hilder Monção (Solidariedade), parece estar certo de que do seu projeto não há mais o que voltar atrás. Todos os demais precisam aprender um pouco dessa autoconfiança e dizer ao eleitor o que realmente querem para Parnaíba.